segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

PASSADO A LIMPO

Recomeçar... Para muitos um fardo, para alguns uma dádiva, mas sempre um aprendizado. Faço, desfaço, escrevo, apago, rascunho, passo a limpo e assim vou revelando, como em uma fotografia, esse que "soul".

Fico pensando se deveria ou não deixar aqui meus registros, ou seja, àqueles que apaguei, como marco daquele determinado momento. Mas enfim, para que escrevo? A resposta que me vem à mente é de clareza solar: ser útil!

Este foi o conselho que em um dia, em certo momento de minha vida, ainda bem jovem, obtive de um velho e sábio amigo. "SEJA ÚTIL"

Ser útil comporta tudo, abrange o equilíbrio de ser, tanto para nós quanto para a vida. Ser útil para você, para o seu próximo, para a vida, para tudo. Na dúvida, perguntar-se de que maneira poderia ser mais útil, é uma boa dica de direção.

Por isso, recomeço sim, passo a limpo, porque quero também que meu verbo seja útil, seja um compêndio do aprimoramento de meu aprendizado de ser; que possa servir a alguém, seja para o surgir de um sorriso ou, ainda, o esquecimento de um pesar.

Minha expressão é sempre a do otimismo, o que se coaduna com as características do meu signo, o centauro com sua flecha direcionada ao infinito, para cima, para elevar nossa forma de ser, de viver, de pensar, de criar, de tudo enfim.

Como dizia um professor meu, se é para criticar, que seja no particular; se é para elogiar, pode ser em público e concordo plenamente com essa singela lição recebida ainda na minha infância/adolescencia.

De que vale a razão se o preço é ferir o coração e a esperança alheia? De que vale a razão se o resultado final e o mais evidente é a humilhação? Mais vale a generosidade (que gera generosidade) do que a falsa impressão de estar se fazendo "o bem" para alguém (muito das vezes uma forma ignorante de externar as próprias ignorâncias e medos de ser).

Prefiro ser assim mesmo, flecha apontada para o alto, mel na boca, porque de tudo o que venho aprendendo, duas lições evidenciam cada vez mais a essência do viver: 1) só o amor é real; 2) fora da caridade, não há salvação.

Assim sendo, se é para aprender na dor, a vida já se encarrega de fazer isso direitinho, a nós, aprendizes do viver, cabe sempre lembrar que é no amor que conseguimos adquirir a coragem e forças necessárias para sermos pessoas mais felizes com a vida, com a realidade que nos cerca e com nossos limites de ser, cuja superação vem com o tempo, se assim o quisermos.

Pois é, eis-me aqui, recomeçando e passando a limpo. Letras não mais ao léu, mas rascunhos de mim, aqui dedicadas para que possam não apenas serem letras soltas, mas úteis aos seus e nossos olhos.

Até a próxima.

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