Eu ficava lá, nas escadarias daquela república de estudantes (Marragolo), sempre na esperança que ela surgisse com o seu sorriso faceiro... E quando surgia, acompanhada de sua irmã e amigas, creio que era dificil disfarçar o brilho do meu olhar e o tanto que eu desejava ter a presença dessa menina-mulher a todo instante.
Eu tocava o meu violão e ela cantava com sua voz macia, gostosa, feminina... "Hoje o tempo parece tranquilo..." e em cada acorde parecia que ela ouvia toda a forma de poesia que meu amor a ela declarava. Estava lá calado, mirando aqueles olhos e viajando naquele casamento de corda e voz.
Também admirava aquele corpinho convidativo aos mais deliciosos desejos, imaginando a intensidade do prazer no calor de um abraço ou de um interminável beijo.
Naqueles tempos a conquista era sutil, eram os olhares furtivos, os sinais, os sorrisos e até a forma de andar... Havia poesia e o namoro começava não no momento do beijo, mas principalmente da conquista.
E foi assim que se deu com a minha amada... Quando nos vimos, estavamos dançando e nos beijando no "Baile do 12", em Ouro Preto e foram tantos os beijos que, segundo o relato dela, o pescoço ficou doendo, uma vez que sou mais alto do que ela. Nesse mesmo dia, ela partia de volta para Belo Horizonte, levando o meu coração.
Namoramos por cerca de 6 meses entre longas cartas, cartões, fitas gravadas com musicas e declarações de amor e nas esperadas vezes em que viajava para vê-la em BH. Namoro em casa, em meio a uma infinidade de irmãs e a cortesia natural e hospitaleira dos seus pais, a costumeira hospitalidade mineira... Tato no trato!
Mas como aquela menina de 16 anos poderia entender os caminhos do amor e daquele jovem coração apaixonado que sonhava com planos bem mais ousados do que o nosso tempo de namoro e mesmo a nossa idade permitia.
O amor chegou, encantou e assustou. Ela me amava e mais do que ela mesmo imaginava... Isso viria a ser revelado ao longo do tempo em que estivemos separados um do outro. Minha presença nunca deixou de existir, nas cartas, nas fotos, nos objetos, na musica, na lembrança... Tantos namorados, mas em meio a uma ou outra solidão, era a minha imagem e presença que era lembrada e desejada... Eu, também por outros caminhos, imaginando que ela havia encontrado o dela e estava feliz... Eu, apesar de todos os casamentos, ainda à procura daquela que se encantaria com a poesia do meu amor... Era ela mesmo, eu havia sentido mas não percebido a identificação deste sentido; o que vim a saber quase 28 anos depois, com o nosso inusitado reencontro.
Como distinguir os tantos amores do seu grande amor?
É diferente... A admiração e o respeito pela pessoa amada... Não da pessoa porque é sua amada, mas da pessoa pelo o que ela é, em todos os seus jeitos e gestos, é algo que faz parte da própria existência do sentimento. Claro que você conhece pessoas ao longo da vida. Gosta de algumas e outras até mesmo ama, mas ainda assim é diferente... É como se o amor, a admiração e o respeito fosse um sentimento distinto... São partes, mas não é o todo integrado, inserido, curtido e fundido. É como as várias qualidades de alguém fizessem parte de um "check-list". No grande amor não é assim... Tudo é um só... O sentimento de respeito, admiração, carinho, ternura, tesão... Tudo faz parte de uma identificação com o todo daquela pessoa e com o todo de nós mesmos.
Eu tenho muita sorte de ter vivido e reencontrado o grande amor de minha vida.
Você deixa de olhar para a pessoa em si e é como se seus olhos mirassem além dela, dentro dela.
Quel, você é muito mais do que uma imagem, mais do que um sentimento, mas é a história da minha vida... Daquela que conscientemente eu tenho e daquela que intuitivamente parece-me ter existido ao teu lado tamanha é a nossa familiaridade e cumplicidade...
É minha gente, existe alguém que é só seu nessa vida. Agora posso acreditar nisso.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Olho para esse rostinho lindo e além do meu encantamento outros instantes de momentos afloram a minha mente. Lembro daquela menina que presenteava à vida e os olhos de todos os que a miravam com um sorriso solar. Cabelinho curto, partido ao meio, esses olhinhos expressivos de criança, desses que uma vez visto, nunca mais sai do nosso pensamento. O corpinho bem curvado, socadinho, perninhas grossas, da forma que o papai gosta!
Eu ficava lá, nas escadarias daquela república de estudantes (Marragolo), sempre na esperança que ela surgisse com o seu sorriso faceiro... E quando surgia, acompanhada de sua irmã e amigas, creio que era dificil disfarçar o brilho do meu olhar e o tanto que eu desejava ter a presença dessa menina-mulher a todo instante.
Eu tocava o meu violão e ela cantava com sua voz macia, gostosa, feminina... "Hoje o tempo parece tranquilo..." e em cada acorde parecia que ela ouvia toda a forma de poesia que meu amor a ela declarava. Estava lá calado, mirando aqueles olhos e viajando naquele casamento de corda e voz.
Também admirava aquele corpinho convidativo aos mais deliciosos desejos, imaginando a intensidade do prazer no calor de um abraço ou de um interminável beijo.
Naqueles tempos a conquista era sutil, eram os olhares furtivos, os sinais, os sorrisos e até a forma de andar... Havia poesia e o namoro começava não no momento do beijo, mas principalmente da conquista.
E foi assim que se deu com a minha amada... Quando nos vimos, estavamos dançando e nos beijando no "Baile do 12", em Ouro Preto e foram tantos os beijos que, segundo o relato dela, o pescoço ficou doendo, uma vez que sou mais alto do que ela. Nesse mesmo dia, ela partia de volta para Belo Horizonte, levando o meu coração.
Namoramos por cerca de 6 meses entre longas cartas, cartões, fitas gravadas com musicas e declarações de amor e nas esperadas vezes em que viajava para vê-la em BH. Namoro em casa, em meio a uma infinidade de irmãs e a cortesia natural e hospitaleira dos seus pais, a costumeira hospitalidade mineira... Tato no trato!
Mas como aquela menina de 16 anos poderia entender os caminhos do amor e daquele jovem coração apaixonado que sonhava com planos bem mais ousados do que o nosso tempo de namoro e mesmo a nossa idade permitia.
O amor chegou, encantou e assustou. Ela me amava e mais do que ela mesmo imaginava... Isso viria a ser revelado ao longo do tempo em que estivemos separados um do outro. Minha presença nunca deixou de existir, nas cartas, nas fotos, nos objetos, na musica, na lembrança... Tantos namorados, mas em meio a uma ou outra solidão, era a minha imagem e presença que era lembrada e desejada... Eu, também por outros caminhos, imaginando que ela havia encontrado o dela e estava feliz... Eu, apesar de todos os casamentos, ainda à procura daquela que se encantaria com a poesia do meu amor... Era ela mesmo, eu havia sentido mas não percebido a identificação deste sentido; o que vim a saber quase 28 anos depois, com o nosso inusitado reencontro.
Como distinguir os tantos amores do seu grande amor?
É diferente... A admiração e o respeito pela pessoa amada... Não da pessoa porque é sua amada, mas da pessoa pelo o que ela é, em todos os seus jeitos e gestos, é algo que faz parte da própria existência do sentimento. Claro que você conhece pessoas ao longo da vida. Gosta de algumas e outras até mesmo ama, mas ainda assim é diferente... É como se o amor, a admiração e o respeito fosse um sentimento distinto... São partes, mas não é o todo integrado, inserido, curtido e fundido. É como as várias qualidades de alguém fizessem parte de um "check-list". No grande amor não é assim... Tudo é um só... O sentimento de respeito, admiração, carinho, ternura, tesão... Tudo faz parte de uma identificação com o todo daquela pessoa e com o todo de nós mesmos.
Eu tenho muita sorte de ter vivido e reencontrado o grande amor de minha vida.
Você deixa de olhar para a pessoa em si e é como se seus olhos mirassem além dela, dentro dela.
Quel, você é muito mais do que uma imagem, mais do que um sentimento, mas é a história da minha vida... Daquela que conscientemente eu tenho e daquela que intuitivamente parece-me ter existido ao teu lado tamanha é a nossa familiaridade e cumplicidade...
É minha gente, existe alguém que é só seu nessa vida. Agora posso acreditar nisso.
Eu ficava lá, nas escadarias daquela república de estudantes (Marragolo), sempre na esperança que ela surgisse com o seu sorriso faceiro... E quando surgia, acompanhada de sua irmã e amigas, creio que era dificil disfarçar o brilho do meu olhar e o tanto que eu desejava ter a presença dessa menina-mulher a todo instante.
Eu tocava o meu violão e ela cantava com sua voz macia, gostosa, feminina... "Hoje o tempo parece tranquilo..." e em cada acorde parecia que ela ouvia toda a forma de poesia que meu amor a ela declarava. Estava lá calado, mirando aqueles olhos e viajando naquele casamento de corda e voz.
Também admirava aquele corpinho convidativo aos mais deliciosos desejos, imaginando a intensidade do prazer no calor de um abraço ou de um interminável beijo.
Naqueles tempos a conquista era sutil, eram os olhares furtivos, os sinais, os sorrisos e até a forma de andar... Havia poesia e o namoro começava não no momento do beijo, mas principalmente da conquista.
E foi assim que se deu com a minha amada... Quando nos vimos, estavamos dançando e nos beijando no "Baile do 12", em Ouro Preto e foram tantos os beijos que, segundo o relato dela, o pescoço ficou doendo, uma vez que sou mais alto do que ela. Nesse mesmo dia, ela partia de volta para Belo Horizonte, levando o meu coração.
Namoramos por cerca de 6 meses entre longas cartas, cartões, fitas gravadas com musicas e declarações de amor e nas esperadas vezes em que viajava para vê-la em BH. Namoro em casa, em meio a uma infinidade de irmãs e a cortesia natural e hospitaleira dos seus pais, a costumeira hospitalidade mineira... Tato no trato!
Mas como aquela menina de 16 anos poderia entender os caminhos do amor e daquele jovem coração apaixonado que sonhava com planos bem mais ousados do que o nosso tempo de namoro e mesmo a nossa idade permitia.
O amor chegou, encantou e assustou. Ela me amava e mais do que ela mesmo imaginava... Isso viria a ser revelado ao longo do tempo em que estivemos separados um do outro. Minha presença nunca deixou de existir, nas cartas, nas fotos, nos objetos, na musica, na lembrança... Tantos namorados, mas em meio a uma ou outra solidão, era a minha imagem e presença que era lembrada e desejada... Eu, também por outros caminhos, imaginando que ela havia encontrado o dela e estava feliz... Eu, apesar de todos os casamentos, ainda à procura daquela que se encantaria com a poesia do meu amor... Era ela mesmo, eu havia sentido mas não percebido a identificação deste sentido; o que vim a saber quase 28 anos depois, com o nosso inusitado reencontro.
Como distinguir os tantos amores do seu grande amor?
É diferente... A admiração e o respeito pela pessoa amada... Não da pessoa porque é sua amada, mas da pessoa pelo o que ela é, em todos os seus jeitos e gestos, é algo que faz parte da própria existência do sentimento. Claro que você conhece pessoas ao longo da vida. Gosta de algumas e outras até mesmo ama, mas ainda assim é diferente... É como se o amor, a admiração e o respeito fosse um sentimento distinto... São partes, mas não é o todo integrado, inserido, curtido e fundido. É como as várias qualidades de alguém fizessem parte de um "check-list". No grande amor não é assim... Tudo é um só... O sentimento de respeito, admiração, carinho, ternura, tesão... Tudo faz parte de uma identificação com o todo daquela pessoa e com o todo de nós mesmos.
Eu tenho muita sorte de ter vivido e reencontrado o grande amor de minha vida.
Você deixa de olhar para a pessoa em si e é como se seus olhos mirassem além dela, dentro dela.
Quel, você é muito mais do que uma imagem, mais do que um sentimento, mas é a história da minha vida... Daquela que conscientemente eu tenho e daquela que intuitivamente parece-me ter existido ao teu lado tamanha é a nossa familiaridade e cumplicidade...
É minha gente, existe alguém que é só seu nessa vida. Agora posso acreditar nisso.
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2 comentários:
Que lindo! Fico feliz com sua felicidade, és um amigo muito querido. Beijinhos no coração
~_~
hello... hapi blogging... have a nice day! just visiting here....
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